O DESESPERO E O MEDO DA “NOVA” IMPRENSA PERUIBENSE

20 02 2015

CHARGE IMPRENSA

A imprensa de Peruíbe passa por seu melhor momento. São publicações impressas, que mesmo com todos os percalços, conseguem manter suas edições com forte atuação tanto nas ruas quanto nas redes sociais. Temos o pessoal que vem estruturando uma plataforma através da comunicação da internet, que se antes era ignorada, hoje já se tornou um dos pontos de referência para se buscar notícias (vide Web Radio Juréia); e a televisão local, que conta hoje com um jornalismo sério, popular e o melhor: diário, na velocidade da informação.

Por muitos anos, existiu um clientelismo entre alguns políticos tradicionais e alguns órgãos de imprensa, fazendo com que a esta ficasse sempre à mercê das visões do político, que direcionava a editoria, fazendo- o parecer o salvador da pátria e por aí vai. Afinal, para manter um órgão de imprensa, existe um custo, e muitas vezes alto.

Alguns sempre trabalharam forte para se manterem independentes, o “Jornal de Peruíbe” e o jornal “O Repórter” são exemplos de perseverança e luta por um jornalismo mais dependente do patrocínio do comércio e não de políticos, não que não existisse, mas através de matérias pagas e enviadas pela assessoria, nunca dentro da editoria dos jornais.

Em 2009, porém, a coisa tomou um novo rumo, e como tomou. Naquele ano, quando lançamos o “Na Mira: Informação Verdade”, de forma limitada e com poucos recursos, mas com uma linha popular, crítica e do lado do “povão”, chegamos a sermos taxados de loucos (Sid e Olivan e eu) e conseguir pauta era uma luta, pois o povo, veja o absurdo, tinha medo dos políticos que eles mesmo elegeram!?!?!!

Depois que o programa começou a andar, surgiu outra pedra no sapato na época; gostem ou não, o site “Boca de Rua” chegou com uma linha dura e crítica ao governo da época e logo se tornou um sucesso e campeão de acessos. Toda essa linha mais crítica e de prestação de serviço, mostrou a alguns veteranos que estavam estagnados, que eles precisavam se mexer, pois o povo começava a querer “informação de verdade”, coisas que estivessem a vista de qualquer um.

De repente tínhamos o “Jornal de Peruíbe”, “O Repórter”, o programa “Na Mira” e o site “Boca de Rua” dizendo: “Bem, o que eles estão mostrando pra vocês não é bem a verdade, a verdade é essa…”. Alguns veículos que ficaram dependentes da antiga realidade, ficaram “parados” no tempo, acredito eu, que muitos que praticavam jornalismo dessa forma e não se atualizaram, tiveram uma morte, pelo menos no gosto popular, por volta de 2011.

Alguns jornais surgiram e morreram, programas de TV puxando o saco de políticos nasciam mortos e o povo começava a ter mais respeito pela imprensa e o melhor: consumia a imprensa local em busca de informação.

Nos dias de hoje, no atual e trágico governo Ana Preto, a coisa tomou um rumo ainda maior, alguns jornais que eram mais tranquilos, como o “Jornal do Caraguava”, começaram a dar ainda mais atenção aos problemas do cidadão, e surgiram outros veículos que fazem um jornalismo de qualidade e hoje tem um protagonismo no meio, como exemplo rápido e notório: “A Voz do Litoral Sul”, e até mesmo jornais mais segmentados, como o “Jornal do Esporte”, mantém uma postura crítica e contundente.

E o que aconteceu? É muito simples analisarmos: o comércio hoje começa a anunciar não para “ajudar”, mas para aumentar as vendas e a imprensa local tem um acesso muito rápido à população. Se antes, a imprensa sofria influência de “clãs” políticos, hoje já não, hoje ela influencia a opinião da população.

Se antes, quem dizia se determinada pessoa tinha condição ou não de ser Prefeito, era o próprio meio político, hoje é a imprensa local e não tenho dúvidas disso. Sim, ainda existe a imprensa de baixa qualidade, mas o povo aprendeu a filtrar isso.

Dessa forma, bateu o desespero na classe, que tenta a todo custo e em vão, minar a força avassaladora da imprensa local. A verdade é que o povo agora sabe quem “rouba os cofres públicos”, o povo agora sabe quem pode ou não ser candidato, o povo agora fica sabendo de escândalos e mais escândalos e embora exista um sentimento de “pizza” quanto ao jurídico, o desgaste na imagem parece ser irreversível para quem faz as coisas erradas.

Gostem ou não, a imprensa local se posicionou como o “quarto poder” e em 2016, dificilmente o povo será enganado por negligência de informação, pois nós vamos mostrar TUDO, mas TUDO mesmo!

#ÉpauNaLomba

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BALANÇO 2014: O SEGUNDO ANO DO GOVERNO ANA PRETO!

15 12 2014

“De esperança e sonho de melhora, ao fim do segundo ano, o Governo Preto parece um filme de horror interminável…”

Ana Preto vem fazendo um governo desastroso.

Ana Preto vem fazendo um governo desastroso.

 

Chegamos ao fim de mais um ano de Governo Ana Preto, e como faço há anos (desde o governo anterior), faço um balanço pessoal, baseado em minhas experiências como repórter e apresentador do “Na Mira: Informação Verdade”, programa local com forte identificação popular e que tem como principal característica repercutir as demandas da população mais humilde.

PRIMEIRO SEMESTRE

A desculpa sempre repetida pelos “governistas” no ano de 2013, era que o orçamento fora herdado pela Prefeita anterior e não seria adequado para seus projetos, e que no próximo ano, ai sim poderiam cobrar algo. Quando chegou 2014, a esperança de muitos era que todas as incríveis presepadas de 2013 não se repetissem, e que a Prefeita poderia ter aprendido com os “milhares” de erros cometidos e faria uma gestão melhor… Não foi o que aconteceu.

O aniversário da cidade teria como atração IVETE SANGALO, que, bizarramente, fora alvo de críticas por toda a população, que assistia uma saúde sucateada, falta de remédios, falta de estrutura e um acúmulo de dívidas com fornecedores, tais como de remédios, empresa de ônibus, médicos, empresa de lixo e terceirizadas em geral. Isso serviu para inflar os ânimos da população, que não entendia a lógica de se gastar mais de R$ 1 milhão em um evento para um dia e ainda 159 mil reais, para a “incrível” cobertura televisiva de AMAURY JUNIOR, que apresenta um programa de madrugada e tem uma audiência de, pasme caro leitor, 0,2 pontos de ibope.

Além de não trazer nada de positivo e concreto para a cidade, o “velho” Amaury, acabou virando um garoto propaganda (!?) da terra da “ETERNA JUVENTUDE”, em outdoors pagos com dinheiro público, para se fazer propaganda de projetos que não saíram do papel e dos cérebros muito criativos da equipe de (des)governo da prefeita. E como azar pouco é bobagem, Ivete teve um resfriado e teve que alterar a data do show, mas as fofocas, desmentidas pela cantora diga-se de passagem, davam conta de um possível cancelamento por falta de “tutu”. Já sem credibilidade devido aos diversos “compromissos” não cumpridos em pouco mais de um ano à frente do paço municipal, a suposta “maldade” dos fofoqueiros e a mudança de data foi o suficiente para afastar potenciais turistas para o evento… Quando Ivete entrou no palco, muitos (ligados a gestão) suspiraram aliviados e comemoram como um gol em final de copa do mundo.

Com 0,2 de ibope e digamos...Um tanto quanto experiente, esse é o garoto propaganda da terra da eterna juventude.

Com 0,2 de ibope e digamos…Um tanto quanto experiente, esse é o garoto propaganda da terra da eterna juventude.

Enquanto esse mundo de fantasia acontecia, a cidade vivia uma crise com a Intersul (empresa de ônibus), uma crise financeira, pelo que parece muitos fornecedores (quase todos) sem receber, crise na educação (umas apostilas ridículas), crise na saúde, inclusive com mais uma troca de Secretário, dessa vez o Vereador Dr. Rubens assumia e crises e mais crises para tudo quanto é lado, deixavam a cidade um verdadeiro “pandemonium” e aparentemente sem condições mínimas de melhora imediata.

Os Vereadores que deveriam fiscalizar e agir com veemência contra esse trem desgovernado, que era o governo municipal, procuravam blindar a administração, salvo raras exceções como Dr. Luiz Mauricio e André de Paula, que em nenhum momento titubearam em defender a combalida população peruibense.

Soluções esdrúxulas do ano anterior estouravam no bolso do munícipe: IPTU mais caro sem dúvida foi o que mais revoltou a população, que contrariada pela medida, deixava de pagar seus carnês com a, frisa-se: inacreditável desculpa: “Vou deixar para pagar para um Prefeito mais responsável, pois nessa daí é dinheiro jogado no lixo!”. Para o filme de terror ficar completo, os vereadores da base ainda tiveram que sentir na pele a impopularidade causada por outros (dos milhares) “ABSURDOS” como a taxa de iluminação pública.

Com um cachê como o dela, como não amar Peruíbe e dar esse "sorrizão"?

Com um cachê como o dela, como não amar Peruíbe e dar esse “sorrizão”?

Enquanto rifava os Vereadores da base sem dó e nem piedade, tanto que um tempo depois Ivo e Mohai deixaram o apoio em meados de outubro, o secretário de Governo da Prefeita, ia para a TV rebater os críticos mais ferrenhos, fazendo mais promessas, de difícil execução, é a bem da verdade, e amargavam derrotas para a oposição, como por exemplo: a impugnação da inacreditável e desnecessária reforma de 1 Km da orla da praia, chegamos ao fim do primeiro semestre, alucinante por sinal, com uma pulga atrás da orelha: será que dá para piorar?

 

SEGUNDO SEMESTRE

Já entrando nas eleições de 2014, onde o foco seria os candidatos locais à Câmara dos Deputados e fazer militância para os candidatos à presidência da República. A Prefeita continuou sofrendo com a saúde. O escândalo do “protocolão” surgiu chocando a região: a prefeitura pagava 30 horas e o médico trabalhava 24, absurdo esse revelado pelo assessor do secretário de saúde à época, o Sr. Nilson, que, ou em um pico de inocência ou com um incrível senso de justiça, decidiu jogar tudo no ventilador, nem que para isso colocasse em risco a Prefeita e o Secretário.

Após a eleição e vislumbrando retomar o barco, a Prefeita tentava se reerguer, mas seguiu levando pancadas, foram tantas que seria absurdo enumerar aqui e o pior: perderia nomes importantes da base, como o vereador Ivo e o recém derrotado à Assembleia Legislativa, Mohai, ambos gozando de impopularidade junto ao eleitorado, que não perdoara o aumento de IPTU e aprovações de inúmeros remanejamentos e embora ambos se distanciassem do Governo, como se fosse uma tatuagem, a marca Ana Preto custava a sair. A prefeita ainda perde o apoio do vice-prefeito Nelsinho e do irmão Osvaldo, que também é vereador, ambos pularam do que alguns, chamam pelos corredores da prefeitura, Titanic.

Para piorar, a Prefeita é convocada ao GAEMA e assina uma TAC – termo de ajuste de conduta, onde se responsabiliza, inclusive patrimonialmente, pelas melhorias exigidas pelo Ministério Público, GAEMA e CETESB sobre a questão do nosso lixão, caso não cumpra no prazo estabelecido, ela corre o risco de responder por improbidade e pagar as multas do próprio “borso”.

Sem vice, sem base e sem perspectivas de vitória para a câmara, tendo em vista que uma eleição à presidência batia na porta. O articulador Paulão, agora ex-secretário de Governo, mas ainda poderoso nos bastidores, voltou a cena e movimentou as peças, importando “talentos” oriundos do “PSB” e que vinham se posicionando como “oposição ao que está aí”, e incrivelmente, com os novos “apoiadores”, conseguiu eleger o Presidente, dessa vez Rafael do PMDB, que venceu Luiz Maurício no pleito.

Eis que chegamos a mais um fim de ano com a saúde debilitada, sem dinheiro, o Governo buscando desesperadamente através de sessões extraordinárias na câmara, conseguir remanejar dinheiro para fechar o ano e tendo dificuldade de pagar a folha de pagamento, lembrando que em alguns meses do ano, se não fossem os famigerados remanejamentos, isso não seria possível. Além disso, com uma programação de fim de ano e de Verão, pífias, a marca principal do Governo Preto nesses dois anos é a da desilusão.

2015 está chegando, as movimentações visando 2016 já começaram e melhoria que é bom para população, nada. Desesperada, a Prefeita e sua equipe fizeram alianças com outros políticos igualmente desesperados, muitos deles, que perderam o rumo já na eleição desse ano, e tentam a todo custo se manter em evidência.

Nos bastidores Ana diz que não será candidata à reeleição e eu acredito, afinal seria necessário um milagre e muita cara de pau para encarar a população, após uma gestão desastrosa como a que ela vem liderando. E a tendência é que tenhamos um 2015 ainda mais desgastante para a mesma, para a base e para os políticos que a rodeiam, tentando a tudo custo manterem-se de pé na ponta do Titanic, que já bateu no Iceberg, mas apenas esqueceu de afundar. Para desespero da população, dá até para escutar “My heart will go on” tocando ao fundo, transformando tudo numa ópera brega e de extremo mau gosto, onde quem paga o pato, é sempre a população.

Um horror, um horror…

É pau na lomba!





Nada Mais Que A Verdade

15 12 2014

“A história do jornal “Notícias Populares”

Segunda edição do livro, é um deleite para os fãs do velho "NP".

Segunda edição do livro, é um deleite para os fãs do velho “NP”.

Como já disse em outro post, férias é momento de ampliar meu ritmo de leitura, escrita e de refletir. Depois de um ano muito corrido, é hora de me dedicar bastante às coisas que gosto e de ficar com a família.

Desde o início de minhas férias venho devorando ótimas obras em um ritmo quase que alucinado, e dentro do possível irei postar no blog as coisas mais interessantes. Dentre elas, posso dizer que me apaixonei pelo livro “Nada Mais Que a Verdade – A Extraordinária História do Jornal Notícias Populares”, escrito a quatro mãos por Celso de Campos Jr, Giancarlo Lepiani, Denis Moreira e Maik Rene Lima, tendo começado como um projeto de conclusão de curso, quando os escritores ainda eram estudantes. Talvez os anos de convivência tenham criado esse entrosamento que fica claro pela forma orgânica como a obra fora escrita, resultando em uma leitura fluída e empolgante.

Ronaldinho saindo com a rainha das embaixadinhas: piada pronta!

Ronaldinho saindo com a rainha das embaixadinhas: piada pronta!

Profissionalmente, confesso, que o meu trabalho carrega muito de influência do “Notícias Populares”, jornal que dos anos 60 até meados de 2001, alegrava a manhã do paulistano, com seus relatos populares de crimes, sexo e lendas urbanas, temperado ainda por colunas sobre minorias, economia familiar e fofocas. Com muita prestação de serviço, o “NP”, nome carinhoso dado ao periódico, logo agradou o trabalhador médio paulistano, principalmente, porque sempre tinha espaço para fotos de mulheres seminuas, e coberturas “Dantescas” do carnaval, talvez por conta disso, a alcunha “jornal do trabalhador”, tenha lhe caído bem.

O livro é maravilhoso e narra com precisão, a criação do periódico pelas mãos do “romeno” Jean Mellé, que tem uma história de vida tão fantástica quanto as histórias publicadas pelo jornal durante seu tempo de existência. Manchetes como: “Nasceu o diabo em São Paulo”, “Broxa torra pênis na tomada”, “Psicóloga pega na marra e violenta indigente”, “Aumento de merda na poupança”, dentre outros, ficaram marcadas na memória do leitor assíduo, que pensava, se divertia, ria e se informava com a publicação.

Chamadas geniais, faziam do jornal um sucesso nas bancas!

Chamadas geniais, faziam do jornal um sucesso nas bancas!

Acompanhar nas páginas do livro, todas as fases do jornal, é de um prazer imenso e só reforça pontos que foram de suma importância para o sucesso do lendário jornal: linguagem popular, conexão direta com o público, prestação de serviço e bom humor. Não por menos, a linguagem do “NP”, quando passada para a televisão, funcionou sempre bem, pois era um jornal com linguagem televisiva, é só notar programas como: Brasil Urgente, Balanço Geral, Cidade Alerta e claro, o meu Na Mira: Informação Verdade, que sem vergonha de assumir, digo: muito influenciado pelo velho “NP”.

Bizarríces e provocações, eram uma constante!

Bizarríces e provocações, eram uma constante!

Grande leitura!

 

É pau na lomba!

 

Nada Mais Que A Verdade: A Extraordinária História do Jornal Notícias Populares, Summus Editorial, 2º Edição revisada, R$ 79,80.





COMANDANTE, DE RORY CARROLL

14 12 2014

“Uma forma de entender o fenômeno Hugo Chavez, a Venezuela e a América Latina…”

Carismático, Chavez reprsentou o povo como poucos...Mas era péssimo gestor!

Carismático, Chavez representou o povo como poucos…Mas era péssimo gestor!

Após início de férias, muitos livros que estavam parados com marcadores de páginas posicionados no meio deles, demonstrando que faltavam algumas folhas para a conclusão, em um a pilha de compromissos de “leituras”, começam a ser eliminados um a um, e dentre eles, está uma obra que me apaixonou, “O Comandante” de Rory Carrol, que faz um panorama jornalístico sério e preciso sobre os anos de Hugo Chavez, El comandante, frente o governo venezuelano.

O Irlandês Rory Carroll, foi correspondente do The Guardian no país e deu uma aula de jornalismo ao procurar racionalizar o movimento “bolivariano” e ascensão, e porque não dizer: queda do líder que como político era um verdadeiro gênio, carismático e de rápidas respostas, mas como “ADMINISTRADOR” público, mostrou-se desorganizado, ruim e mais preocupado com caprichos e ego pessoal do que dar um padrão de gestão ao país.

A obra lançada no Brasil, tem belo acabamento e soberba tradução!

A obra lançada no Brasil, tem belo acabamento e soberba tradução!

A obra acerta em manter um tom imparcial, o que é surpreendente, tendo em vista que Carroll teve uma situação estressante e nada animadora em sua participação no programa “Alô Presidente”, ferramenta televisa da qual Chavez fazia, e muito bem, uso e caso o jornalista, quisesse uma “vendeta”, o momento seria esse, o de sua obra, mas ao contrário do líder do bolivarianismo na América Latina do século 21, Carroll está preocupado em fazer um registro histórico e não pessoal, uma ferramenta ímpar para consulta histórica e tem grande sucesso na empreitada.

Em um primeiro momento, acompanhamos todo o clamor e empolgação do mundo com a eleição de Chavez, a volta de um comandante que tentou, anos antes, um golpe fracassado, mas que aproveitara seus 2 minutos de TV para posicionar-se como futuro político, e mesmo tendo passado anos preso, fora conduzido ao poder pela união das forças de pequenos partidos de esquerda. É simplesmente emocionante.

Vemos um político preocupado em governar para os pobres, criando conselhos “comunitários”, programas sociais e subsídios que visavam uma melhoria na dignidade dos mais humildes, e isso Hugo Chavez fez com sucesso. Vemos um homem carismático que como poucos políticos, tinha o poder de conversar com o povo e entender suas ânsias, justamente por ter sido povo e também, claro, por uma qualidade quase única em se expressar.

Jornalista encara a fera: no programa do Presidente, preparo não impediu de Rory Carroll ser esculachado!

Jornalista encara a fera: no programa do Presidente, preparo não impediu de Rory Carroll ser esculachado!

Mas em meio a tudo isso, vimos um político que se abdicou em otimizar o sistema burocrático da máquina estatal, usando-a para simplesmente se manter no poder, em prol de uma revolução que no papel era linda, mas na prática um verdadeiro desastre. Um aparelhamento do Estado de forma desorganizada e desordenada, dificultava o avanço de projetos que exigiam um pontinho a mais de complexidade, tendo em vista, que esse aparelhamento visava simplesmente reproduzir as ideias amalucadas de Chavez, que em um momento tinha um projeto e no outro já o abandonava e corria para outro, dando quase nada de liberdade de trabalho a seus ministros e simplesmente onerando os cofres públicos, abastecidos pelos petrodólares.

O petróleo, que em outros tempos fora importante participe no orçamento nacional, estimava-se 80%, no meio do Governo, já estava em 96%, e operando no vermelho, devido aos poucos investimentos tecnológicos na área e a reestatização de muitos setores, que acabaram, anos depois, sucateados e exemplos claros e notórios de um socialismo desorganizado, aliás, desorganização foi uma constante.

Conexão com o povo mais humilde e carisma, fizeram de Chavez um líder imbatível nas urnas!

Conexão com o povo mais humilde e carisma, fizeram de Chavez um líder imbatível nas urnas!

Em meio a todo esse cenário, nos deparamos com temas caros a América Latina: corrupção, inflação, violência, manipulação de mídia e economia indo a bancarrota e um Governo, que se perdeu no caminho. O livro mostra a degradação da esperança, de um projeto, Chavez em seus dois primeiros mandatos mudou a vida dos pobres, criando uma base eleitoral forte que possibilitou o mesmo a descumprir promessas, como o de ter apenas um mandato, e mais: mudar a constituição para se manter no poder ad-infinitum, se não fosse o imponderável da vida, que lhe deu um câncer que colocou um ponto final em sua história.

Simón Bolívar, revolucionario foi alçado ao patamar de "Santo" por Hugo Chavez.

Simón Bolívar, revolucionario foi alçado ao patamar de “Santo” por Hugo Chavez.

Após a morte de Chavez, presenciamos hoje na América Latina, a decadência do Chavismo, que entre outras coisas, minou o estado, a ponto de o país estar à beira da guerra civil. O homem que inspirou os líderes da América Latina, criando um movimento, hoje se tornou uma paródia do próprio projeto e líderes no Brasil, Uruguai, Bolivia, Paraguai e Equador, que tinham sido “influenciados” pelo mesmo, seguiram um outro caminho, mais democrático e entre erros e acertos, parecem terem se saído melhor que o mestre.

O que acredito, é que, talvez se Chavez tivesse ficado no primeiro ou segundo mandato, teríamos uma visão diferente sobre seus anos à frente do País e uma história melhor para a Venezuela, que mesmo com uma reserva milionária de petróleo, é o exemplo claro do que a má gestão pública faz a longo prazo.

Uma grande leitura e um fim deprimente, para o sucessor de Simón Bolivar.

É pau na Lomba!





VERBAS PÚBLICAS E AS GRANDES MÍDIAS

29 10 2014

O PT saiu desse embate eleitoral de 2014, e agora deve repensar a regulação da mídia em nosso País e desde já a distribuição de verbas publicitárias para as grandes mídias, entenda-se: VERBAS PÚBLICAS VINDAS DA SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO para os grandes veículos de comunicação.

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Independente de paixões partidárias é evidente que o PT teve como adversários, não apenas o PSDB, o PSB e por ai vai, foi também um desafio hercúleo enfrentar as grandes corporações midiáticas que andaram lado a lado com a oposição, embora abocanhem uma fatia considerável de dinheiro público vindo de propaganda institucional do Governo.

O PT criou um ninho de cobras milionárias para lhe picar e acabaram picando. A “Veja”, em sua edição semanal fez um verdadeiro golpe eleitoral, a “Isto É” teve a pachorra de achincalhar as pesquisas eleitorais com resultados fantasiosos, e tudo aos olhos complacentes de seus principais financiadores: O GOVERNO DO PT.

Enquanto isso, a mídia local (Canais de Televisão Comunitários e Rádios Comunitárias) vinha sendo sufocada tanto pela falta de apoio do GOVERNO PETISTA, quanto pelas grandes mídias, que fizeram e fazem lobby’s, para não permitir, por exemplo, que o canal de televisão comunitário seja aberto – hoje o canal só pode ser acessado por quem assina um serviço de TV pago, um verdadeiro contrassenso, diga-se de passagem.

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A covardia do PT nesses 12 anos de Governo em não peitar as grandes Majors, que comandam a comunicação de massa no País, não ajudou em nada na democratização do acesso à comunicação e na formação do pensamento da população, população essa muitas vezes guiada por Jornal Nacional, Veja, IstoÉ e por ai vai.

A comunicação, a informação de qualidade, a discussão da sociedade e da comunidade em meios de comunicação, deveria ser aberta para a participação da sociedade. Será que o problema de buraco na rua de minha casa interessa ao Jornal Nacional? E nem por isso deixa de ser um problema de interesse público, pelo menos para uma determinada comunidade.

canais+tv+aberta+na+claro+tv

Na era da internet, o atual formato da televisão brasileira está ultrapassado, a população quer “se ver”, gritar, formar uma linha de pensamento, e a rede social acabou virando palco para isso, tirando (e muito) a audiência da televisão. Mas a população acaba de sair da prisão “global” (entenda-se Rede Globo e semelhantes) e começa a fomentar um pensamento, mas a questão é que a sociedade ainda está muito ligada e atrelada aos princípios “globais”, e isso acaba fazendo da internet um campo fértil para replicar os pensamentos das corporações de comunicação.

democratização das comunicações

QUAL O CAMINHO DA DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO?

  • Primeiramente, devemos deixar claro que qualquer canal de televisão ou rádio, é uma concessão pública. Portanto, um dos caminhos, de início, seria fazer um amplo estudo para identificar os “proprietários” e constatar a participação deles na política (digo, sobre famílias de políticos ou políticos que usam a máquina da comunicação para se promover eleitoralmente). A partir disso, endurecer a lei e exigir uma maior democratização do acesso da sociedade nas discussões dessas mídias.
  • Liberar o sinal aberto às Rádios e Canais de Televisão Comunitários, para que sejam de livre acesso à comunidade, sem ônus. É uma forma de democratizar os pontos de vista e de dar ao povo condições de discutir sua realidade em uma mídia de acesso popular. Liberar também para esses canais que atendem a comunidade verbas institucionais do Governo, pois é um dinheiro importante para a estruturação dessas mídias, tão sem apoio há anos… Detalhe: isso precisa ser pensado urgentemente.
  • Além disso, a criação de leis que regulamentem e deixem bem definido o papel da imprensa, sem reverberar no direito à liberdade de expressão, mas criando limites claros.

A mídia deve levar informação, apresentar denúncias, fazer críticas, mas com responsabilidade, sem, por exemplo, ser partidária e tomar posições políticas, algo inerente ao cidadão e às instituição que fazem o famoso “jogo” da democracia.

É Pau Na Lomba!





Na Mira: Informação Verdade 05.09.2014

6 09 2014





Na Mira: Informação Verdade 04.09.2014

6 09 2014