DEAD OF NIGHT-(e?)O(s?) filme(s?) do Dylan Dog.

15 08 2010

Todos sabem o quanto sou fã do personagem Dylan Dog (tenho até uma tatuagem) e confesso: Estou com medo da adaptação Hollywoodiana dos quadrinhos criado por Tiziano Sclavi. Tenho medo de que toda a mística do personagem seja diluída em prol de um entretenimento rasteiro.

Mas estou procurando encontrar forças para isso e tentar confiar, afinal Brandon Routh me parece um grande Dylan Dog, vejam o pôster do filme abaixo:

O pôster está lindo e mantêm o clima das HQ's.

Alias, acessem o site oficial do filme:

http://www.deadofnight-themovie.com

Mas galera, caso esse filme venha a “FAIL” como o Legendários (Desculpem a piada de mal gosto), temos uma esperança, chama-se “Dylan Dog-La Morte Puttana”, fan-filme de baixo orçamento que busca ser fiel as HQ’s, inclusive com o querido e estimado GROUXO. Vejam algumas fotos e babem:

Grouxo e Dylan e o Lendário Fusca!

O Ator que interpreta Dylan Dog.

Um Grouxo fiel as HQ's!

Dylan e o fusca!

O site oficial do filme é: http://www.ddcomics.it/2010/08/07/dylan-dog-la-morte-puttana/

Enfim, alternativas diversas que podem tratar com carinho um dos personagens mais amados pelos fãs em todo o mundo.

Que deus o ajude!

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HighSchool Of the Dead!!!

23 06 2010

“Colegiais semi-nuas, zumbis em profusão, armas de todos os tipos, referências à cultura pop e tripas para tudo que é lado…”

Para os fãs de horror em geral, High School of The Dead já começa interessante por sua premissa: “Colegiais se unem quando a epidemia Zumbi toma conta do Japão”. Embora a premissa seja batida e já possamos esperar um amontoado de clichês, Daisuke Sato, roteirsta e Shouji Sato, desenhista, fogem do lugar comum ao contar a história, optando primeiramente por um entretenimento de primeira, abusando de humor negro, cenas de ação e violência e referências à cultura pop, além de desenhos que lembram em muito aqueles mangás eróticos.

Lançado pela Panini Comics, pelo preço de R$9,90 e periodicidade bimestral, “HOTD” é uma boa pedida para quem busca acompanhar um mangá sem maiores pretensões e que seja realmente divertido. A forma como os clichês são manipulados nunca soa como meras cópias, mas sim como homenagens no melhor estilo “Dylan Dog” e “Walking Dead”, nas quais os personagens aos poucos vão sendo bem desenvolvidos,sendo possível notar nos dois primeiros números uma evolução no comportamento de todos eles.

A arte abusa dos peitões, bundões, erotismo na maior cara de pau e o interessante é que nem de longe isso não soa coerente com a história, pois tudo está bem contextualizado. No primeiro número, Takashi,  Rei e Hisashi se escondem no observatório de astronomia da escola, mas Hisashi, infectado, acaba morrendo nas mãos de Takashi. Este último e Rei se aliam a outros sobreviventes e tentam sobreviver a tudo isso, tentando manter um pouco de sanidade.

Cada ato é composto de uma pequena história que fala por si, sempre explorando o ambiente confuso e caótico. Na edição número 2, um policial é obrigado a optar por vidas humanas, simplesmente para manter a ordem. A cena que ele atira na cabeça de um civil de esquerda, daqueles bem chatos mesmo, tem tudo para entrar nos anais das grandes cenas dos mangás.

O traço de Shouji Sato é bem detalhista e só favorece os roteiros de Daisuke, que me parece ser um especialista em cultura pop e, por isso mesmo, não para de fazer referências às coisas que gosta. Por exemplo, na primeira edição, tem uma belíssima homenagem ao ator Simon Wright e ao filme “Shaun of The Dead” – coisa de nerd profissional!

Esse apego à cultura pop mundial e ao entretenimento, aliado a construção de cada personagem e situação, faz de “HOTD” uma leitura dinâmica e que flui facilmente. Reparem também na quantidade de armas que aparecem na história, todas com o intuito de acabar com os zumbis.

Mas não pensem que o roteiro é raso, existem boas sacadas e críticas agudas, vale um exemplo, quando citam que os E.U.A podem ser os causadores da praga, os personagens já colocam essa hipótese abaixo, pois explicações simplórias e superficiais não cabem aqui. Ver um texto que foge do lugar comum, principalmente nos mangás, é algo que vale realmente uma visita, portanto, corra para as bancas e compre seu exemplar, mas não o torça, pois pode escorrer sangue.

Matadoras de Zumbis Colegiais para os tarados de plantão!





Ranma ½ e Watchmen

10 10 2009

“Dois extremos, diversão na certa!”.

Frio, chuva, vendavais e tudo que assola o belíssimo litoral paulista, pode facilmente converter-se em motivos para uma boa leitura ou ver algum filme no aconchego do lar. Para tanto, a coluna Salada Pop dessa quinzena reserva algumas excelentes dicas.

Nas Bancas:

Ranma ½  nº 1

Rumiko Takahashi, autora desse divertidíssimo mangá, sempre se preocupou para que existisse uma versão decente da obra dela em nosso país (anteriormente a Editora Animanga publicou de forma tosca) e eis que a JBC fez um lindo trabalho. Diagramação boa, formato bom, preço acessível e uma tradução primorosa, que só ajuda o humor universal e kitsch do universo de Takahashi.

O Mangá conta a história de Ranma Saotomé, jovem prometido a uma garota esquentada chamada Akane, mas tem um probleminha: Quando se molha em água fria, transforma-se em mulher…E tome gag’s, piadas sacanas e muita ação, tudo dentro de uma relativa inocência que deixa tudo mais agradável ainda.

Em DVD:

Watchmen

Quem não viu essa adaptação dos clássicos quadrinhos de Alan Moore e Dave Gibbons, não sabe o que está perdendo, o esteta Zack Snyder, autor do bom “300”, não nega fogo e entrega uma versão muito, muito, muito fiel ao original. As cenas são um primor de técnica que só Hollywood poderia nos entregar e o roteiro escrito a duas mãos por David Hayter e Alex Tse, consegue manter o clima existente nas HQ’s, reproduzindo muitas vezes cenas e diálogos inteiros.

Watchmen mostra como seria os Super Heróis num mundo como o nosso, envolto em falcatruas políticas, mercantilismos e longe dos ideais dos “Super Heróis clássicos”. Os quadrinhos são leituras obrigatórias e o filme diversão garantida, até porque, Snyder, como em “300”, não nega fogo quando o assunto é barulho e apuro estético.

Divirtam-se

Cristen Charles

É produtor de TV, Diretor de Cinema e crítico de cultura pop nas horas vagas. No momento está na pós produção do documentário “Muita Luta: O Passado, Presente e Futuro da Luta Livre no Brasil”.

Twitter: www.twitter.com/cristencharles

Publicado no Jornal Litoral Noticias, Ano 1, Nº 10