The King Of Fighters-O Filme

8 11 2010

“Clássico game é demolido em canhestra adaptação!”

 

Em idos de 1993, a saudosa SNK lança para árcade e em seguida para o vídeo-game NEO GEO, o primeiro game da série The King Of Fighter, game que juntava num só produto, lutadores de diversas franquias da SNK, como Art of Fight e Fatal Fury, com personagens novos. Logo o game se tornou um sucesso e um sem número de seqüências e versões foram lançadas, tendo cada vez mais fãs por todo o mundo, que torravam rios de moedas e mesadas ganhas dos pais em fliperamas “viciados” que deixavam o grau de dificuldade lá em cima, criando legião de malucos pelo game, assim como esse que vos escreve.

Poster do bizarro filme!

Depois de uma versão para anime, muito bem feita por sinal, os fãs esperavam algo em live-action há muitos anos e quando saiu o anúncio de que um filme baseado na franquia seria lançado, os fãs ficaram ansiosos. Mas bastaram algumas fotos saírem na mídia especializada que logo todos ficaram apreensivos, as fotos não remetiam a um filme decente, mas sim a uma espécie de “POWER RANGERS”, e o fato das informações serem negligenciadas por meses e um trailer tosco, ajudaram menos ainda.

 

The King Of Fighters,o filme, tem algumas figurinhas carimbadas envolvidas no projeto, como a produtora INFERNO, o diretor GORDON CHAN e RAY PARK, o Darth Maul em pessoa, além de atores desconhecidos ou vindos da TV. A trama fala de três objetos que dão passagem para a dimensão onde acontecem as lutas do torneio. Yori Yagami cuida de um colar, Shizuru Kagura de uma espécie de escudo, e ainda temos uma espada, que em tese, pertence aos Kusanagi’s. O vilão RUGAL, interpretado por Ray Park, de um jeito no mínimo lamentável, rouba dois desses artefatos, deixando apenas a espada. É quando Mai Shiranui, namorada de Iori (!?), fica encarregada de encontrar os Kusanagi’s e assim destruir os planos de Rugal, que incluem fazer seu próprio torneio e juntar os artefatos para ressucitar Orochi, o demônio.

 

Original tem pouco ou nada a ver com o filme!

O filme abre com uma luta de Mai, mostrando que ela terá uma importância no filme que nunca teve no game. Aliás, no game sua única missão era ter seios gigantescos e vestir fiapos como roupas. O diretor Gordon Chan, quando usa suas habilidades para criar ação e imprimir estilos a essas cenas, funciona razoavelmente bem, mas quando tem que dar andamento ao roteiro derrapa e feio. Embora seja divertido ver as referências a personagens clássicos, não dá para engolir Mai como uma das protagonistas e com o seio do tamanho de uma noz, Terry como um policial engraçadinho da CIA ou Yori Yagami namorando Mai, além de Kyo ser um garotinho mimado.

 

O roteiro, fraco em sua estrutura e dramaticidade, apenas liga os fatos propostos no argumento, com uma série de cenas de ação em detrimento, muitas vezes, da coerência e nexo, criando uma obra desleixada, para dizer o mínimo. Os atores, pouco talentosos, ajudam pouco ou nada no andamento do filme, chegando a incomodar em certos momentos. A direção de arte e figurino pecam por serem muito óbvias em suas escolhas, e ajudadas por uma falta de orçamento evidente, criam peças caricatas e cenários paupérrimos, dando um ar ainda mais trash a todo o rocambole.

O excesso de ação, por incrível que pareça, incomoda, pois se torna repetitivo demais, pois as lutas são praticamente as mesmas e como dito antes, é puro POWER RANGERS. O clímax não ajuda muito, as lutas não empolgam pela falta de ineditismo e as soluções são simplórias e absurdamente mal escritas.

Mas, com toda a sua ruindade, quem gosta de trasheiras constrangedoras não deve se desapontar com esse filme, pois o roteiro tem mais buracos que um queijo suíço e muitas vezes nos pegamos esperando um dos atores dizerem: “HORA DE MORFAR!”. É uma pena que um game épico como The King Of Fighters, tenha um fim lamentável nas telonas, quem é fã, deve procurar o anime, pois além de fiel, é muito bem feito.

 

Nota: 1 de 10

 

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