O DESESPERO E O MEDO DA “NOVA” IMPRENSA PERUIBENSE

20 02 2015

CHARGE IMPRENSA

A imprensa de Peruíbe passa por seu melhor momento. São publicações impressas, que mesmo com todos os percalços, conseguem manter suas edições com forte atuação tanto nas ruas quanto nas redes sociais. Temos o pessoal que vem estruturando uma plataforma através da comunicação da internet, que se antes era ignorada, hoje já se tornou um dos pontos de referência para se buscar notícias (vide Web Radio Juréia); e a televisão local, que conta hoje com um jornalismo sério, popular e o melhor: diário, na velocidade da informação.

Por muitos anos, existiu um clientelismo entre alguns políticos tradicionais e alguns órgãos de imprensa, fazendo com que a esta ficasse sempre à mercê das visões do político, que direcionava a editoria, fazendo- o parecer o salvador da pátria e por aí vai. Afinal, para manter um órgão de imprensa, existe um custo, e muitas vezes alto.

Alguns sempre trabalharam forte para se manterem independentes, o “Jornal de Peruíbe” e o jornal “O Repórter” são exemplos de perseverança e luta por um jornalismo mais dependente do patrocínio do comércio e não de políticos, não que não existisse, mas através de matérias pagas e enviadas pela assessoria, nunca dentro da editoria dos jornais.

Em 2009, porém, a coisa tomou um novo rumo, e como tomou. Naquele ano, quando lançamos o “Na Mira: Informação Verdade”, de forma limitada e com poucos recursos, mas com uma linha popular, crítica e do lado do “povão”, chegamos a sermos taxados de loucos (Sid e Olivan e eu) e conseguir pauta era uma luta, pois o povo, veja o absurdo, tinha medo dos políticos que eles mesmo elegeram!?!?!!

Depois que o programa começou a andar, surgiu outra pedra no sapato na época; gostem ou não, o site “Boca de Rua” chegou com uma linha dura e crítica ao governo da época e logo se tornou um sucesso e campeão de acessos. Toda essa linha mais crítica e de prestação de serviço, mostrou a alguns veteranos que estavam estagnados, que eles precisavam se mexer, pois o povo começava a querer “informação de verdade”, coisas que estivessem a vista de qualquer um.

De repente tínhamos o “Jornal de Peruíbe”, “O Repórter”, o programa “Na Mira” e o site “Boca de Rua” dizendo: “Bem, o que eles estão mostrando pra vocês não é bem a verdade, a verdade é essa…”. Alguns veículos que ficaram dependentes da antiga realidade, ficaram “parados” no tempo, acredito eu, que muitos que praticavam jornalismo dessa forma e não se atualizaram, tiveram uma morte, pelo menos no gosto popular, por volta de 2011.

Alguns jornais surgiram e morreram, programas de TV puxando o saco de políticos nasciam mortos e o povo começava a ter mais respeito pela imprensa e o melhor: consumia a imprensa local em busca de informação.

Nos dias de hoje, no atual e trágico governo Ana Preto, a coisa tomou um rumo ainda maior, alguns jornais que eram mais tranquilos, como o “Jornal do Caraguava”, começaram a dar ainda mais atenção aos problemas do cidadão, e surgiram outros veículos que fazem um jornalismo de qualidade e hoje tem um protagonismo no meio, como exemplo rápido e notório: “A Voz do Litoral Sul”, e até mesmo jornais mais segmentados, como o “Jornal do Esporte”, mantém uma postura crítica e contundente.

E o que aconteceu? É muito simples analisarmos: o comércio hoje começa a anunciar não para “ajudar”, mas para aumentar as vendas e a imprensa local tem um acesso muito rápido à população. Se antes, a imprensa sofria influência de “clãs” políticos, hoje já não, hoje ela influencia a opinião da população.

Se antes, quem dizia se determinada pessoa tinha condição ou não de ser Prefeito, era o próprio meio político, hoje é a imprensa local e não tenho dúvidas disso. Sim, ainda existe a imprensa de baixa qualidade, mas o povo aprendeu a filtrar isso.

Dessa forma, bateu o desespero na classe, que tenta a todo custo e em vão, minar a força avassaladora da imprensa local. A verdade é que o povo agora sabe quem “rouba os cofres públicos”, o povo agora sabe quem pode ou não ser candidato, o povo agora fica sabendo de escândalos e mais escândalos e embora exista um sentimento de “pizza” quanto ao jurídico, o desgaste na imagem parece ser irreversível para quem faz as coisas erradas.

Gostem ou não, a imprensa local se posicionou como o “quarto poder” e em 2016, dificilmente o povo será enganado por negligência de informação, pois nós vamos mostrar TUDO, mas TUDO mesmo!

#ÉpauNaLomba


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One response

23 04 2015
Renato

Na seção do dia 23/4/15 na câmara dos vereadores foi lido o relatório dos transportes públicos. Mesmo incluindo uma lista de ilegalidades capazes de abrir um processo contra a prefeita quase todos os vereadores vetaram o relatório, se absteram ou faltaram. Uma vergonha. Somente o vereador Luiz Maurício, André de Paula e Zeca foram corretos.

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