Fright Night (Remake)

19 12 2011

“Remake é competente, mesmo com algumas mancadas…”.

Na era dos remakes hollywoodianos, o mais difícil hoje talvez seja encontrar um que seja de fato satisfatório e que valha a assistida. Eu particularmente odeio essa onda de remakes e isso apenas prova o declínio da indústria de entretenimento como a conhecemos. Daqui para frente muita coisa deve mudar e acredito eu, para melhor.

Eis que chegamos à refilmagem de “Fright Night”, ou como é popularmente conhecido no Brasil, “A Hora do Espanto”, clássico filme terrir do auge da era das vídeo-locadoras, um dos meus filmes mais queridos e um dos mais inspirados trabalhos de Tom Holland, um diretor esquecido por alguns, que além desse clássico, entregou o seminal “Child’s Play”, “Brinquedo Assassino”.

O remake, embora guarde semelhanças com o original, principalmente na premissa, difere bastante em alguns aspectos, funcionando mais como uma “reimaginação” do que um remake propriamente dito. A trama é basicamente a mesma, vampiro bonitão, dessa vez interpretado por Collin Farrel, muda-se para a casa ao lado do desconfiado Charlie Brewster, que desconfia que o dito cujo seja um vampiro.

A partir dai encontros e desencontros começam a acontecer, como no original, e Charlie acaba contando com a ajuda de Peter Vincent, uma espécie de Chris Angel, totalmente diferente da ideia do original, em que um veterano do cinema de horror, charlatão e irônico, na época brilhantemente interpretado por Roddy Mcdowall, decide ajudar o pobre Charley.

A grande sacada do diretor Craig Gillespie foi apostar mais no suspense do que no humor, potencializando a ação (com a ajuda de um 3D bem safado) e deixando o humor para alguns pequenos momentos, a maioria referência ao original. Os efeitos visuais estão ótimos, fotografia primorosa, trilha sonora bem precisa e Collin Farrel dando um show como vampiro Jerry.

O filme como uma diversão escapista funciona que é uma beleza, principalmente nessa era em que os vampiros estão tão afeminados, e vê-los como predadores assustadores é realmente ótimo, mostrando que os dentuços ainda podem sim serem assustadores, ao contrário do que prega o horrível “Crepúsculo”, muito bem desmoralizado numa piada curta, inteligente e discreta.

Para quem quer recordar de uma época que nossos vampiros vinham de fontes como “A Hora do Espanto”, “Garotos Perdidos” e por ai vai, essa é a pedida… Ah, vale dizer que nessa época lembro das frases do meu pai: “Vampiros bons eram Lugosi e Walken, o resto são moças…”. A cada geração, uma nova leva de Vampiros, alguns tem sorte, como eu e meu Pai, já outros… Bem, fiquem com a Sra. Myer e seus vampiros evangélicos e afeminados, fazer o quê, sinal dos tempos!

 

 


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